Everton SantanaPSICOLOGIA CLÍNICA E DO ESPORTEContato ↗
Mãe escutando seu filho atleta em uma conversa à beira da pista

ORIENTAÇÃO A PAIS DE ATLETAS

Ao lado de
quem cresce
no esporte.

Um programa para mães, pais e responsáveis que querem apoiar a trajetória esportiva dos filhos com escuta, clareza e cuidado com o vínculo.

Conheça o programa

PROGRAMA · PRESENÇA QUE APOIA

Você também pode
ter com quem contar.

Acompanhar um filho no esporte envolve muito mais do que levar ao treino. Há entusiasmo, investimento, dúvidas e a vontade de ajudar, mesmo quando é difícil saber o que dizer ou quando intervir.

Este ciclo de orientação, conectado ao trabalho em psicologia do esporte, oferece um espaço para compreender essas situações e experimentar outras formas de agir. O trabalho considera a idade do atleta, sua modalidade, as relações familiares e as condições reais da rotina.

A proposta é fortalecer sua presença na vida esportiva do seu filho, preservando o espaço dele para aprender, participar das decisões e construir uma relação própria com o esporte.

PARA QUEM FAZ SENTIDO

Da iniciação às competições.
Em diferentes momentos da família.

01 / COMEÇOS

Seu filho está descobrindo o esporte.

Para construir expectativas possíveis, organizar a participação e reconhecer o que ele gosta e precisa nessa experiência.

02 / MAIS EXIGÊNCIAS

A rotina esportiva ganhou intensidade.

Para lidar com seleções, viagens, cobranças, comparação e a conciliação entre treinos, escola, descanso e convivência.

03 / MUDANÇAS

Algo deixou de funcionar como antes.

Para conversar sobre conflitos, desânimo, lesões, mudança de equipe ou o desejo de pausar, trocar de modalidade ou parar.

Voltado a responsáveis por crianças e adolescentes de diferentes modalidades e níveis de participação, incluindo esporte escolar, projetos, clubes e categorias de base.

O PERCURSO

Seis encontros.
Uma construção em família.

Partimos de situações concretas, combinamos uma prática possível e retomamos o que aconteceu. Os temas abaixo organizam o ciclo; a ênfase de cada encontro acompanha as necessidades identificadas.

01

Conhecer a história

O que cada um espera do esporte?

Mapeamos a trajetória do jovem, as expectativas dos responsáveis, a rotina e os momentos de tensão ou proximidade. Definimos objetivos observáveis para o ciclo, respeitando a cultura e as possibilidades da família.

Levamos para a rotina: Mapa da experiência esportiva e prioridades do acompanhamento.

02

Escutar e se comunicar

Como conversar sem transformar tudo em avaliação?

Trabalhamos perguntas abertas, validação das emoções e formas de oferecer feedback. Ensaiamos conversas antes e depois de treinos ou competições, incluindo como reconhecer esforço e aprendizagem sem reduzir a conversa ao resultado.

Levamos para a rotina: Combinados para conversar e uma prática de escuta na semana.

03

Cuidar das próprias emoções

O que acontece com você quando seu filho compete?

Reconhecemos os gatilhos de ansiedade, irritação e frustração dos adultos. Construímos estratégias de pausa e regulação emocional para escolher como agir em situações de erro, derrota, arbitragem e comparação.

Levamos para a rotina: Um plano pessoal para momentos de maior tensão.

04

Apoiar a autonomia

Como oferecer direção e deixar espaço para escolhas?

Exploramos a diferença entre sustentar limites e controlar a experiência do atleta. Trabalhamos escolhas compatíveis com a idade, responsabilidades, oscilações de motivação e conversas sobre continuar, pausar ou mudar de caminho.

Levamos para a rotina: Acordos sobre rotina, responsabilidades e participação nas decisões.

05

Dialogar com o ambiente

Como cuidar das relações em torno do atleta?

Organizamos a comunicação com treinadores e outros responsáveis, respeitando os papéis de cada um. Também discutimos descanso, escola, lesões, sinais de sofrimento e como agir diante de práticas que desrespeitem ou exponham o jovem.

Levamos para a rotina: Mapa da rede de apoio e próximos passos para situações prioritárias.

06

Revisar e seguir

O que mudou e o que vale continuar praticando?

Retomamos as metas iniciais e situações vividas durante o ciclo. Identificamos recursos úteis, dificuldades persistentes e ajustes necessários, construindo um plano que a família consiga manter depois do encerramento.

Levamos para a rotina: Plano de continuidade e indicação de outros cuidados, quando necessários.

UMA PERGUNTA QUE ORIENTA O TRABALHO

“Que tipo de apoio
faz sentido para você?”

A resposta do jovem importa. Ao longo do programa, os responsáveis são convidados a abrir espaço para essa escuta, respeitando seu tempo, sua idade e sua forma de se expressar.

DO ENCONTRO PARA O COTIDIANO

Pequenas escolhas.
Conversas que podem mudar.

Não há uma frase certa para toda família. Estes exemplos mostram o tipo de situação que podemos trabalhar juntos.

Depois de uma derrota: conversar agora ou dar espaço?

Podemos combinar previamente como seu filho prefere ser acolhido. Às vezes, a primeira ajuda é estar presente e esperar; em outro momento, uma pergunta como “Você quer conversar sobre o que aconteceu?” pode abrir espaço. No programa, avaliamos o contexto e ensaiamos alternativas que façam sentido para vocês.

Quando aparece “não quero mais ir ao treino”.

Antes de interpretar como falta de compromisso, procuramos entender o que está por trás: cansaço, relações, dificuldade, mudança de interesse ou sofrimento. A orientação ajuda a conduzir essa conversa e a construir decisões que incluam a voz do jovem, sem decidir tudo no calor do momento.

Quando a vontade de ajudar vira instrução o tempo todo.

Observamos em quais momentos a orientação é desejada e quando ela pode aumentar a tensão. Trabalhamos maneiras de oferecer apoio e de combinar limites para comentários técnicos, respeitando o papel do treinador e a experiência do atleta.

Quando pais e treinador enxergam situações de maneiras diferentes.

Preparamos uma conversa com fatos, dúvidas e pedidos claros, escolhendo um momento adequado. O foco é compreender o que está acontecendo e cuidar da experiência do jovem. Situações de humilhação, violência ou risco pedem proteção e encaminhamento, e não apenas uma tentativa de conciliação.

O QUE COMPÕE O PACOTE

Um espaço de orientação.
Recursos para continuar.

O ciclo reúne acompanhamento e aplicação prática. Antes da contratação, alinhamos a demanda, os participantes e as condições do serviço.

  • Seis encontros de orientaçãoCom avaliação inicial, trabalho dos temas prioritários e revisão no encerramento.
  • Atividades entre os encontrosObservação de situações, ensaio de conversas e pequenos combinados para experimentar em casa e no esporte.
  • Materiais de apoioRegistros e roteiros breves escolhidos conforme as necessidades trabalhadas.
  • Plano final da famíliaUma síntese das estratégias, acordos e pontos que ainda precisam de acompanhamento.

Valores, agenda e regras de remarcação são informados antes do início. Sessões adicionais e reuniões com outros profissionais, quando indicadas, são combinadas separadamente.

COMO ACOMPANHAMOS O PROCESSO

Observar a relação,
além do placar.

As metas são construídas com os responsáveis e revistas ao longo dos encontros. Procuramos mudanças concretas nas situações que motivaram a busca.

Nas conversas

Mais espaço para escutar, expressar dúvidas e conversar sobre experiências difíceis.

Nas reações

Reconhecer a tensão e conseguir escolher como responder com mais clareza.

Nos acordos

Responsabilidades, limites e decisões mais compreensíveis para a família.

Esses são focos de acompanhamento, não resultados garantidos. O rendimento esportivo do jovem não é a medida de sucesso do programa.

CIÊNCIA E PRÁTICA

Orientação baseada em ciência.

Toda a orientação é fundamentada em pesquisas sobre parentalidade, desenvolvimento de jovens atletas e psicologia do esporte. Estudos sobre comunicação, apoio à autonomia, motivação e relações familiares orientam a escolha dos temas e das estratégias trabalhadas ao longo do programa. Essa base científica se integra à avaliação profissional e às características, à cultura e às preferências de cada família, para transformar o conhecimento em formas de apoio que façam sentido no cotidiano.

Artigos que fundamentam a proposta
  1. Burke, S., Sharp, L.-A., Woods, D., & Paradis, K. F. (2024). Enhancing parental support through parent-education programs in youth sport: a systematic review. International Review of Sport and Exercise Psychology, 17(1), 208–235.
  2. Gao, Z., Chee, C. S., Norjali Wazir, M. R. W., Wang, J., Zheng, X., & Wang, T. (2024). The role of parents in the motivation of young athletes: a systematic review. Frontiers in Psychology, 14, 1291711.
  3. Harwood, C. G., & Knight, C. J. (2015). Parenting in youth sport: A position paper on parenting expertise. Psychology of Sport and Exercise, 16, 24–35.
  4. Thrower, S. N., Harwood, C. G., & Spray, C. M. (2017). Educating and supporting tennis parents: an action research study. Qualitative Research in Sport, Exercise and Health, 9(5), 600–618.
  5. Thrower, S. N., Harwood, C. G., & Spray, C. M. (2019). Educating and Supporting Tennis Parents Using Web-Based Delivery Methods: A Novel Online Education Program. Journal of Applied Sport Psychology, 31(3), 303–323.
  6. Dorsch, T. E., King, M. Q., Dunn, C. R., Osai, K. V., & Tulane, S. (2017). The Impact of Evidence-Based Parent Education in Organized Youth Sport: A Pilot Study. Journal of Applied Sport Psychology, 29(2), 199–214.
  7. Newport, R. A., Knight, C. J., & Love, T. D. (2024). Supporting parents of male academy footballers: An action research study. Journal of Applied Sport Psychology, 36(4), 664–695.
  8. Tamminen, K. A., McEwen, C. E., Kerr, G., & Donnelly, P. (2020). Examining the impact of the Respect in Sport Parent Program on the psychosocial experiences of minor hockey athletes. Journal of Sports Sciences, 38(17), 2035–2045.
  9. Knight, C. J., Boden, C. M., & Holt, N. L. (2010). Junior Tennis Players’ Preferences for Parental Behaviors. Journal of Applied Sport Psychology, 22(4), 377–391.

Entre outros estudos sobre parentalidade e desenvolvimento no esporte.

DÚVIDAS FREQUENTES

Antes de começar.

Meu filho precisa ser atleta de alto rendimento?

Não. O programa atende responsáveis por crianças e adolescentes que praticam esporte em diferentes contextos e níveis. A orientação é ajustada à idade, à modalidade e ao que a família está vivendo, desde os primeiros treinos até uma rotina competitiva mais intensa.

Meu filho participa dos encontros?

O ciclo é voltado aos responsáveis. A experiência do jovem é considerada por meio da escuta e dos combinados construídos em família. Uma eventual participação dele é avaliada previamente, com os consentimentos necessários e sua concordância conforme a idade. O programa não inclui automaticamente psicoterapia ou avaliação psicológica do atleta.

Os dois responsáveis precisam participar?

O trabalho pode começar com um responsável. Quando for possível e útil, a participação de outros cuidadores pode ajudar na construção de acordos. Definimos juntos quem participará, como serão compartilhadas as informações e quais condições favorecem um espaço de conversa respeitoso.

Como funciona o pacote fechado?

O ciclo inclui seis encontros de 60 minutos por núcleo familiar, atividades breves entre as sessões, materiais pertinentes ao trabalho e um plano de continuidade. Os encontros podem ser semanais ou quinzenais. A adequação da proposta à demanda, os valores e as condições são conversados antes da contratação. Ao final, avaliamos se é necessário algum acompanhamento adicional.

O atendimento pode ser online ou presencial?

Sim. Os encontros podem ser online ou presenciais, conforme a localização, a agenda e as necessidades da família. No formato online, é importante reservar um ambiente privado, com conexão estável e tempo para participar sem interrupções.

Isso substitui a psicoterapia ou o acompanhamento do meu filho?

Não. O foco é orientar os adultos em sua participação na experiência esportiva do jovem. Quando a avaliação indicar necessidades clínicas dos responsáveis ou do atleta, conversamos sobre os cuidados adequados. A orientação pode se articular com um acompanhamento já existente, respeitando consentimentos, papéis e sigilo.

Você pode conversar com o treinador ou com a equipe?

Quando houver indicação, podemos planejar esse contato com as autorizações e os combinados necessários. Compartilhamos apenas o que for pertinente ao objetivo acordado. Reuniões externas não estão automaticamente incluídas no pacote e são combinadas separadamente.

E se meu filho quiser parar de praticar?

Podemos trabalhar essa conversa. Buscamos compreender o significado dessa vontade, as condições da prática e as alternativas possíveis. A orientação não parte de uma obrigação de manter o jovem no esporte: sua saúde, sua voz e seu desenvolvimento fazem parte das decisões.

PRÓXIMO PASSO

Você cuida da trajetória dele.
Vamos cuidar dessa caminhada juntos?

Conte a idade do seu filho, a modalidade e o que motivou sua busca. Conversamos sobre a adequação do programa ao momento da sua família.

Conversar sobre orientação a pais